segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Terceiro Volume da Batsikama!

O terceiro volume de Patricio Batsikama sobre as Origens do Reino do Kongo - Consoante a Bibliografia e a Tradição Oral será lançado em Luanda no final de Novembro de 2012 no Hall do BPC, principal patrocinador da obra.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Conferência e livro de Patrício Batsîkama em Mbanza Congo


Foi realizada uma conferência em Mbanza Congo no dia 7 de Junho de 2012, na sala do Cine Comandante Bula. Na fotografia, ao centro, podem ver os sacerdotes bakongo com os coloridos casacos de tecido tradicional e do lado direito os sobas no uniforme bege. No palco, tem a palavra o escritor Patrício Batsîkama. Na primeira fila, ao centro e de costas, o patrocinador desta conferência, S.Exa. Governador Pedro Sebastião.


O livro de Patrício Batsîkama foi publicado pela Universidade Editora, Luanda 2012.

sábado, 26 de maio de 2012

Onde fica Matamba



O reino de Matamba (1631-1744) era um estado africana localizado no que é hoje a Baixa de Cassange, na província de Malange em Angola. Foi um poderoso reino que resisitiu à presença dos portugueses até aos finais do século XIX. Entre matamba e o Oceano ficava o reino Ndongo, onde nasceu a rainha Nzinga.

Jean Cuvelier

http://en.wikipedia.org/wiki/Jean_Cuvelier
Jean Cuvelier (1882–1962)[1] was a Belgian Redemptorist missionary and bishop of Matadi in Belgian Congo from the late 19th century until his death in 1962. Cuvelier was notable for his interest in the history of the Kingdom of Kongo, which he saw as a route to evangelization in his time. By stressing the Christian nature of the old kingdom, he hoped to increase the attachment of Kongo parishioners to the Catholic Church as opposed to Protestantism or traditional religions.
Cuvelier started the Kikongo language missionary newspaper Kukiele in 1928 with a mixture of missionary news, cultural articles and especially historical accounts of the old kingdom. In his articles, which initially bore the title "Lusansu" Cuvelier began writing a history of Kongo using oral traditions that he collected combined with increasingly detailed historical documentation. His inspiration appears to have come initially from reading a manuscript of one of the catechists of the mission, Mpetelo Boka, written in 1912, for Cuvelier's manuscript, "Kongo een vroeger eeuw" (Kongo in earlier centuries) written in 1926 already incorporates much of Boka's writing as well as citations from well-known 17th-century writers such as Giovanni Antonio Cavazzi da Montecuccolo.
In 1928–29, Cuvelier took advantage of his position as inspector of schools to visit mission schools all over Congo, and gathered traditions, which he collected in small school notebooks. Typically he called this notebooks "Mvila" from the Kikongo term for a clan or its heraldic motto, the common stuff of Kongo oral tradition. All of this material went into his Kukiele articles, and then into his first French language summary of Kongo history and tradition, "Traditions Congolaises" published in 1930.
In 1934 Cuvelier published the first edition of Nkutama a mvila za makanda which was a catalogue of clan mottos and histories that he had collected, including information on some 500 clans. At the same time he continue further historical work in European archives, especially in Rome.
His biography of King Afonso I entitled L'ancien Congo was published in Dutch/Flemish in 1944 as Het Oud Konigrijk Kongo, and in French 1946 and became a standard interpretation of Kongo history, especially the ethnographic and political appendices and notes that described many aspects of the old kingdoms political and economic structure. Cuvelier continued his publication of source material with a French translation of the writing of Lorenzo da Lucca in 1953, translations of crucial early documents from Roman archives in 1954 (in collaboration with Louis Jadin a canon with the Belgian Institute historique Belge de Rome, and partial translations of the works of Marcellino d'Atri, Luca da Caltanisetta and Girolamo da Montesarchio in the scientific-historical journal Ngonge Kongo in the 1960s. He also contributed many short biographies of Kongo kings and other personages to the colonial reference work Biographie Coloniale Belge in 1955.
Upon his death in 1962, Cuvelier's papers including many unpublished manuscripts, book and article drafts, transcriptions and translations of documentation relevant to Kongo history, and his precious field notebooks went to the Redemptorist archive in Leuven, Belgium, and in 2000 were transferred to the Archives of the Katholieke Universiteit Leuven.
Jean Cuvelier bibliography: Kikongo language missionary newspaper Kukiele in 1928 "Kongo een vroeger eeuw" (Kongo in earlier centuries) written in 1926 "Traditions Congolaises" published in 1930 Nkutama a mvila za makanda published in 1934 Het Oud Konigrijk Kongo published in Dutch/Flemish in 1944 L'ancien Royaume du Congo published in French in 1946 French translation of the writing of Lorenzo da Lucca in 1953 Biographie Coloniale Belge in 1955 Translations of the works of Marcellino d'Atri, Luca da Caltanisetta and Girolamo da Montesarchio in the scientific-historical journal Ngonge Kongo in the 1960
Unpublished manuscripts, book and article drafts, transcriptions and translations of documentation relevant to Kongo history, and his precious field notebooks went to the Redemptorist archive in Leuven, Belgium, and in 2000 were transferred to the Archives of the Katholieke Universiteit Leuven.
Bibliografia de Jean Cuvelier depois de 1928: Jornal missionário Kukiele em kikongo - 1928 "Kongo een vroeger eeuw" (Congo nos primeiros séculos) escrito em 1926 "Traditions Congolaises" publicado em 1930 "Nkutama a mvila za makanda" publicado em 1934 "Het Oud Konigrijk Kongo" publicado em flamengo-holandês em 1944 "L'ancien Royaume du Congo" publicado em francês em 1946 Tradução francesa dos escritos de Lorenzo da Lucca em 1953 Biografia Colonial Belga publicado em 1955 Traduções dos trabalhos de Marcellino d'Atri, Luca da Caltanisetta and Girolamo da Montesarchio no jornal científico-histórico Ngonge Kongo em 1960
Manuscritos, livros e artigos inacabados, transcrições e traduções e documentos relevantes para a História do Congo, assim como o preciosos blocos de notas do autor, foram para os Arquivos da Igreja Redemptorista em Leuven, Belgica, e em 2000 foram transferidas para os Archivos da Katholieke Universiteit Leuven.

Kongo dia Ntotila (1300-1482)

Twamona vo Bakongo bawonso ku Kongo batuka, ebosi bamwangana, bavanga tuyalu tuayngi: kansi e luyalu lusundidi um mene i luna lwa Kongo dia Ntotila.
Baseado em opúsculo traduzido do Francês num texto de R.P.J. de Munck C.S.S.R. >BR> Referências a Monseigneur Jean Cuvelier (1882-1962)
Diocese de Matadi 1971
Colecção particular de Pedro Vasconcelos, AN.A. lote 1985

Tradução e adaptação às referencias existentes em 2012:
Depois dos Ambundu, muitos outros povos bantus, parentes dos Besi Kongo estabeleceram-se nas regiões entre o Baixo-Congo (RDC) e o Zaire (AO): Os Bambata, Bampangu, Bazombo, Balemfu, etc. Os Besi Kongo vieram do país Vungu onde o chefe se chamava Nimi a Nzinga. Um dos seus filhos, Ne Lukeni , reuniu parte da juventude do seu país e atravessou o Kongo, num lugar chamado Kwango, tendo-se batido com o chefe da região Mantekeque se chamava Ne Mpangala Mbumbulu. À sua primeira cidade chamou Mbanza Nkazi. Lukeni continuou de vitória em vitória, até chegar ao planalto de Luege, a que os portugueses tinham chamado São Salvador de Angola, aí estabeleceu a cidade que viria a ser a capital do seu novo reino: Mbanza Kongo dia Ntotela. O povo Nsaku ocupava esse planalto – razão pela qual guardaram desde então certos privilégios e o título de “avós do rei congo” – “Grand-père du Roi Kongo”. Alguns dos melhores chefes do Rei Lukeni, partiram em busca de outros territórios, sendo designados pelo título Mani seguido da terra conquistada: Mani Mpemba – arredores de Mbanza Kongo; Mani Mbamba – região para lá do rio Brige; Mani Soyo – país dos Basolongo Mani Nsundi – província de Nsundi Mani Mpangu – ambas as margens do rio Inkisi Mani Mbata, do clan Nsaku submeteu-se por vontade própria a Lukeni dando-lhe uma das suas filhas em casamento. Mani Nzolo, .. Sevo, .. Bembe, .. Kina, .. Nsala, etc. Todos os povos submetidos pagavam imposto a Lukeni ou aos seus chefes: Os Bawumbu pagavam ao Mani Nsundi, os Ambundu ao Mani Mbamba. “Ne Nsundi ye nkoto andi, ne Mabamba ye nkoto andi”

segunda-feira, 30 de abril de 2012

Yala-a-Nkuwu



A árvore sagrada dos Bakongo em Mbanza Congo. A conversa já em tom de despedida, com Jovelino, também conhecido por Alvarito, e o cicerone Matalulu, foi debaixo desta árvore centenária. "É a arvore das Boas-Vindas!" dizia o responsável das visitas ao museu.


Noticia da queda de um ramo desta árvore no dia 8 de Dezembro de 2011.

domingo, 29 de abril de 2012

Informadores e Contadores de Histórias

Brevemente:

Patricio Batsikama

John Thornton (after two months in the deep north, i'm back!) 

Sónia Domingos da Silva
Coordenadora do Projecto   "Mbanza Congo, cidade a desenterrar para preservar"  do Instituto Nacional do Património Cultural - Ministério da Cultura, Angola. 


Francisco Jovelino
Secretário do Núcleo de Actividades Tradicionais, foi ele que me apresentou o Sr. Afonso Mendes - Diowa Ku, actual NeKongo, que preside ao tribunal tradicional.

Matalulu Kikumbu
Cicerone do Museu dos Reis Congo em Mbanza Congo
Fez referência ao livro "O Centenário - Resenha Histórica" de Frei Rino Vézzu e Padre Francisco Ntanda. Outro livro de que tinha uma cópia era o "História do Reino do Congo" de António Setas.